Professor que salvou atletas em tornado com ventos de 300 km/h em SC morre no aniversário de 11 anos da tragédia

  • 21/04/2026
(Foto: Reprodução)
treinador de vôlei pediu que alunos se protegessem em arquibancada de ginásio durante tornado em Xanxerê Eduardo Cristofoli/RBS TV O professor de educação física Valdir Adílio Marical, que ficou conhecido por ajudar a salvar mais de 20 alunas de vôlei durante o tornado que devastou Xanxerê, em 2015, morreu na segunda-feira (20), mesmo dia em que a tragédia completou 11 anos. Na ocasião, o servidor da prefeitura foi quem pediu que as atletas se protegessem na arquibancada do ginásio - que ficou destruído - durante o temporal com ventos que passaram de 300 km/h. Quatro pessoas morreram e dezenas ficaram feridas na região. Elas não se machucaram. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp A causa da morte de Valdir, aos 67 anos, não foi divulgada. Segundo a prefeitura, ele foi servidor municipal por anos e atuava como professor de voleibol na Secretaria de Esportes, Cultura e Lazer. O sepultamento ocorreu nesta terça-feira (21) em Videira, também no Oeste catarinense. Ao longo da carreira, o professor se tornou uma das principais referências do voleibol em Xanxerê, com atuação destacada na formação de atletas e no incentivo ao esporte escolar. Tornado Em 20 de abril de 2015, um tornado com ventos de mais de 300 km/h praticamente destruiu as cidades de Xanxerê e Ponte Serrada. Quatro pessoas morreram e dezenas ficaram feridas. Uma das imagens mais emblemáticas da tragédia é a do Ginásio de Esportes de Xanxerê completamente destruído. Na hora do tornado, ocorria um treino de vôlei de um time de garotas. A cobertura do ginásio foi jogada sobre as casas vizinhas. Valdir falou com a RBS TV um ano depois do acontecimento. “Corri pra dentro e mandei elas entrarem embaixo daquela arquibancada, porque vi que tava vindo temporal”, disse. Apesar de ninguém ter se machucado, as alunas levaram quase um mês pra voltar a treinar. “Muitas vezes, quando começava a chover e dava barulhos fortes no zinco, a gente chorava desesperada. Como sou uma das mais velhas, ajudo as menores. Agora, o medo passou um pouco”, contou Eduarda Skina, em 2016, quando tinha 13 anos. Naquele dia, a força do vento também chegou a tombar carros e até a carroceria de um caminhão, como mostra o vídeo. Em alguns locais, a força do vento praticamente "varreu" quadras inteiras. VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias

FONTE: https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2026/04/21/professor-salvou-atletas-tornado-sc-morre-aniversario-11-anos-tragedia.ghtml


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