Operação em SP e SC mira grupo chinês ligado ao PCC por lavar R$ 1,1 bilhão na venda de eletrônicos

  • 12/02/2026
(Foto: Reprodução)
Operação mira máfia chinesa ligada ao PCC acusada de lavagem na venda de eletrônicos Uma operação conjunta da Polícia Civil, Ministério Público (MP) e Secretaria de Estado da Fazenda e Planejamento de São Paulo foi realizada nesta quinta-feira (12) contra uma organização criminosa chinesa ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC) por suspeita de lavar dinheiro e ocultar bens com a venda de produtos eletrônicos. A ação ocorreu em São Paulo e em Santa Catarina. De acordo com as autoridades que coordenam a Operação Dark Trader, o grupo sonegou mais de R$ 1 bilhão em sete meses. O objetivo da quadrilha com a lavagem de dinheiro era o de sonegar impostos e driblar órgãos de controle. Tanto o organização chinesa quanto a facção criminosa PCC ganhavam dinheiro com esse esquema ilegal. O principal alvo da operação foi o grupo Knup Brasil, empresa chinesa que atua há 20 anos no Brasil comercializando equipamentos, como computadores etc. De acordo com a investigação, a Knup usava a sua plataforma digital de comércio online para comercializar os produtos eletrônicos, mas ao invés de o dinheiro da venda ir para ela, seguia para contas quatro empresas de fachada, duas delas ligadas ao PCC. O esquema também envolvia a emissão de notas fiscais frias, com valores menores, por outro grupo de empresas de fachada. A TV Globo tenta contato com a Knup para comentar o assunto. A Justiça paulista autorizou o cumprimento de três mandados de prisão e 20 de busca e apreensão. Um dos envolvidos, que é membro do PCC, foi preso. Uma funcionária da Knup também foi presa. Um dos donos da empresa é chinês, está na China, e não foi detido (saiba mais abaixo). Operação Dark Trader Operação em SP mira organização chinesa ligada ao PCC acusada de lavagem na venda de eletrônicos Reprodução/TV Globo A Operação Dark Trader, conta com mais de 140 agentes das forças de segurança e de fiscalização do estado. Policiais do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) tentam cumprir mandados judiciais de prisão e 20 de busca e apreensão em São Paulo e em Santa Catarina. Até a última atualização desta reportagem, um dos alvos foi preso pelas autoridades. Ele é membro do PCC e dono de duas empresas de fachada usadas para participar do esquema criminoso. O homem já tinha passagens criminais anteriores por tráfico de drogas, roubo e receptação. O grupo usava membros de facções criminosas como sócios de fachada e beneficiários de imóveis de alto valor com o objetivo de blindar o seu patrimônio. "Um criminoso faccionado foi preso nesse contexto de utilizar essa estrutura criminosa chinesa, vamos pôr assim dizer, para lavar dinheiro. Então logo é possível a gente concluir que o PCC como estrutura criminosa também seja utilizando esse esquema de lavagem do que a gente identificou hoje", disse o delegado Ronaldo Sayeg, diretor do Deic, em entrevista à TV Globo. "Nós vamos tentar jogar essa rede mais longe e olhar para mais distante para ver se isso é uma coisa de uma pessoa que está presa ou se é uma estrutura ajudando outra estrutura criminosa", falou Sayeg. Os outros dois procurados são um dos donos do grupo Knup e uma funcionária. De acordo com a investigação, eles participavam do envio de vultosos valores às empresas fictícias, coordenando a emissão de notas fiscais frias e a redistribuição do dinheiro. Contadores ligados ao grupo operaram para formalizar os documentos e fragmentar os valores. Ao todo, 32 pessoas são investigadas, sendo 18 pessoas e 14 empresas são investigadas. Durante o cumprimento dos mandados, a policia apreendeu computadores, equipamentos eletrônicos e quatro carros de luxo. A Justiça também bloqueou 36 contas bancárias atribuídas à organização, com valores equivalentes a R$ 1 bilhão. Promotores do Grupo de Atuação Especial de Persecução Patrimonial (GAEPP) do MP de São Paulo conseguiram o sequestro judicial desse valor do grupo criminoso, incluindo ao menos R$ 25 milhões em imóveis de luxo, automóveis de alto padrão, dezenas de contas bancárias em nome de laranjas e diversas aplicações financeiras. Segundo as autoridades, a organização criminosa utilizava engenharia financeira complexa para desviar e pulverizar recursos, dificultando o rastreamento. Em resumo, o esquema funcionava da seguinte maneira: As vendas eram realizadas por uma empresa principal do grupo; Os pagamentos eram redirecionados para empresas de fachada; Notas fiscais frias eram emitidas por terceiros; As contas funcionavam como “contas-balde”, destinadas a concentrar valores; Posteriormente, os recursos eram pulverizados em contas de terceiros e “laranjas”. Carros de luxo apreendidos na operação que envolve organização chinesa e PCC Divulgação/Polícia Civil de SP Agentes da força-tarefa participam de operação contra lavagem de dinheiro Divulgação/Polícia Civil de SP

FONTE: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2026/02/12/operacao-em-sp-mira-organizacao-chinesa-acusada-de-lavagem-na-venda-de-produtos-eletronicos-com-movimentacao-de-r-11-bilhao.ghtml


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