Metanol, soda cáustica e agrotóxico: esposa e amante são indiciados por envenenar e matar dono de funerária em SC
15/05/2026
(Foto: Reprodução) Esposa e amante são indiciados por morte de empresário por envenenamento em SC
Uma esposa e o amante foram indiciados pelo assassinato do marido dela, o empresário do ramo funerário Pedro Rodrigues Alves, de 54 anos, em Videira, no Oeste de Santa Catarina. A informação foi divulgada pela Polícia Civil nesta sexta-feira (15).
Segundo a investigação, a vítima foi envenenada ao longo de um mês com o uso de três substâncias tóxicas diferentes. A apuração concluiu que a esposa e o amante planejaram o crime para que pudessem viver juntos, além de haver interesse patrimonial.
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Ambos foram indiciados por homicídio qualificado, por motivo torpe, pelo uso de veneno e pelo emprego de meio insidioso e cruel, o que impossibilitou a defesa da vítima. Eles estão presos.
Empresário Pedro Rodrigues Alves morreu em 15 de fevereiro
Reprodução/Redes sociais
Vítima ficou 10 dias internada
Pedro morreu em 15 de fevereiro. Ele foi internado em estado grave no Hospital Divino Salvador, em Videira, no dia 5 de fevereiro. Sem apresentar melhora na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), foi submetido a um exame toxicológico.
O resultado, divulgado em 13 de fevereiro, apontou intoxicação por carbamato ou organofosforado. Dois dias depois, o empresário não resistiu e morreu.
De acordo com o delegado Édipo Flamia, o empresário já estava bastante doente quando foi para o hospital.
"A vítima já foi internada em estado grave, foi sedada e mantida em ventilação mecânica praticamente o tempo todo até o óbito", declarou.
Durante as investigações, a Polícia Civil também apurou que a esposa e o amante mantinham um relacionamento extraconjugal há mais de um ano e que agiram em conjunto para cometer o crime.
'Chumbinho': o que é o veneno
Três substâncias foram usadas para envenenar vítima
A investigação comprovou que a esposa, no período de janeiro de 2026 até a internação usou as seguintes substâncias para envenenar o empresário:
adicionou metanol na cerveja que a vítima ingeria;
misturou soda cáustica nos remédios do empresário;
ministrou o agrotóxico conhecido como “chumbinho”.
A Polícia Civil destacou que o "chumbinho" é proibido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Os dois suspeitos tentaram apagar os vestígios físicos e digitais das ações criminosas e agiram para que a morte da vítima parecesse de causas naturais.
A esposa também realizou pagamentos para um enfermeiro da UTI do hospital para receber informações privilegiadas sobre o estado de saúde da vítima durante a internação. O profissional responde administrativamente por violar as normas do hospital e o código de ética da enfermagem.
Ela está presa em Chapecó, no Oeste catarinense, e o amante, em Palmas no Paraná. Quando interrogados pela Polícia Civil, permaneceram em silêncio.
Pedro nasceu em 6 de abril de 1971 e era morador do bairro Oficina. Neste sábado (16), será celebrada uma missa em memória do empresário. Ela será às 18h na Igreja Matriz de Videira.
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