Mesa com regulagem de altura evita sedentarismo? Entenda os benefícios
05/02/2026
(Foto: Reprodução) A mesa com regulagem de altura virou símbolo de um home office mais saudável. Para muitas pessoas que trabalham nesse regime, ela aparece como a resposta definitiva para o sedentarismo imposto por horas diante do computador. Afinal, a lógica parece simples: se ficar sentado faz mal, trabalhar em pé deve resolver. Mas o corpo humano não funciona assim, e é importante entender o que funciona para não se frustrar com as expectativas.
Esse modelo de mesa ajuda sim a garantir a saúde do corpo, já que alternar as posições e garantir ergonomia no ambiente contribui para a estrutura física. Mas essa solução não é milagrosa, já que não elimina a necessidade de praticar exercícios.
Para não se frustrar, é importante entender qual é o papel da mesa com regulagem e como ela pode ser utilizada no home office. Assim, é possível alinhar as expectativas e eliminar frustrações.
Promessa X Realidade nas mesas com regulagem
Muitas pessoas acreditam que basta trocar a mesa tradicional por uma ajustável para corrigir os efeitos de trabalhar o dia todo em frente ao computador. Essa expectativa não nasce do nada, já que é comum ver esse discurso utilizado de forma comercial. Normalmente, a troca de mesa é apresentada como uma transformação quase automática, como se a postura correta fosse capaz de compensar a falta de movimento.
Na prática, a mesa com regulagem de altura atua em apenas uma parte do problema. Sedentarismo envolve tempo prolongado sem movimento, pouca ativação muscular, estímulo cardiovascular insuficiente e hábitos que se repetem fora do expediente. A mesa interfere em um desses pontos — o tempo sentado — mas não resolve o resto sozinha.
O principal benefício de utilizar uma mesa com regulagem está na alternância de posição ao longo do dia. Reduzir o tempo contínuo sentado diminui a sobrecarga constante na coluna lombar e melhora o conforto geral no trabalho.
Um estudo conduzido pelo CDC (Centers for Disease Control and Prevention) identificou redução de até 54% nas dores nas costas em trabalhadores que passaram a alternar entre sentar e ficar em pé¹. Quando a mudança vira rotina, essa melhora passa a ser percebida com mais clareza no cotidiano.
A regulagem correta da altura também favorece a postura. Monitor na linha dos olhos, braços em ângulo próximo de 90 graus e punhos alinhados reduzem tensões no pescoço, ombros e mãos — problemas comuns em quem trabalha muitas horas no computador.
Outro efeito mensurável é o aumento do gasto calórico. Trabalhar em pé consome cerca de 50 calorias a mais por hora do que permanecer sentado. Isoladamente, o número é modesto, mas distribuído ao longo do dia e mantido no tempo, o resultado passa a ser perceptível.
A alternância também melhora a circulação sanguínea, o que ajuda a reduzir inchaço nas pernas e aquela sensação de peso que aparece no fim do expediente.
Afinal, o que a mesa regulável não faz?
Aqui mora o principal ponto de ajuste de expectativa: ficar em pé não é exercício físico. Mesmo na posição vertical, o corpo segue parado, a frequência cardíaca pouco muda, os músculos não são desafiados de forma progressiva e o sistema cardiovascular segue praticamente no mesmo ritmo.
A ideia de que trabalhar em pé emagrece só se sustenta quando o uso da mesa vem acompanhado de outros hábitos. Sem mudança na alimentação e sem exercício regular, o impacto sobre o peso tende a ser mínimo. As calorias extras gastas em pé não compensam os excessos cotidianos.
Permanecer muitas horas em pé também tem um preço alto para o organismo. Dores nos pés, fadiga muscular e desconfortos circulatórios aparecem quando, ao invés de alternar entre as posições, o trabalho em pé se torna permanente. O benefício está no equilíbrio, não no extremo.
O que a ciência diz sobre sentar, ficar em pé e alternar
Pesquisas conduzidas pela Universidade de Sydney analisaram programas de uso de mesas sit-stand em ambientes corporativos. Os melhores resultados surgem quando há alternância frequente, geralmente a cada 30 ou 45 minutos. Permanecer longos períodos em uma única posição reduz os ganhos.
Um estudo publicado no European Journal of Preventive Cardiology estimou que ficar em pé cerca de 6 horas por dia pode gerar gasto adicional de aproximadamente 54 calorias diárias. Ao longo de um ano, isso equivale a cerca de 2,5 quilos de gordura — desde que a alimentação seja controlada².
Outro dado é de uma meta-análise da Universidade de Leicester, com quase 795 mil participantes, que associou longos períodos sentados a aumento de 147% no risco de eventos cardiovasculares e de 112% no risco de diabetes tipo 2³. Interromper esses períodos reduz parte do risco, mas não o elimina sem movimento ativo.
Por que o movimento vale mais do que a postura?
O corpo humano foi feito para se mover. Ficar parado, seja sentado ou em pé, gera prejuízos semelhantes ao longo do tempo. A diferença está na frequência com que o movimento acontece. Levantar a cada 30 minutos, caminhar pequenas distâncias, subir escadas ou fazer pausas ativas melhora indicadores metabólicos, como glicose e insulina, mesmo quando o tempo total sentado não muda drasticamente.
Nesse ponto, a mesa com regulagem de altura funciona como facilitadora. A transição entre sentar e levantar ativa músculos das pernas, do core e das costas. Quando essa troca vira hábito, contribui para preservar a mobilidade e reduzir encurtamentos musculares comuns em quem trabalha muitas horas sentado.
A recomendação mais realista é começar com cerca de 15 minutos em pé a cada hora de trabalho e evoluir gradualmente para 30 ou 40 minutos alternados. Ficar mais de uma hora seguida na mesma posição, seja sentado ou em pé, não é indicado.
Tapetes anti-fadiga, calçados confortáveis e ajuste correto da altura tornam essa rotina sustentável. Mesas elétricas com posições pré-programadas facilitam a alternância e aumentam a adesão ao longo do dia.
Alternativas que completam o que a mesa não faz
Para enfrentar o sedentarismo de forma mais ampla, a mesa com regulagem precisa dividir espaço com outras práticas:
Pilates e yoga, que trabalham mobilidade, postura e consciência corporal
Alongamentos regulares, especialmente de quadril e coluna
Caminhadas, que oferecem estímulo cardiovascular leve e consistente
Mesas da Slikdesk podem ajudar
A Slikdesk, marca brasileira de mesas com regulagem, tem uma linha completa de produtos que atendem às rotinas mais variadas no home office. Com amplitude de ajuste entre 62 e 128 centímetros, acionamento elétrico e sistema anticolisão, os modelos facilitam a alternância frequente de posições ao longo do dia.
A proposta não é substituir o exercício, mas criar um ambiente que favoreça movimento, conforto e produtividade. Conheça o portfólio de produtos no site da Slikdesk.
REFERÊNCIAS
¹ CDC - Centers for Disease Control and Prevention. Study on sit-stand desk interventions in office workers. Disponível em: https://www.cdc.gov/niosh/ergonomics/
² Saeidifard, F. et al. "Differences in Energy Expenditure Between Sitting and Standing: A Systematic Review and Meta-Analysis." European Journal of Preventive Cardiology, 2018. Mayo Clinic.
³ Wilmot, E.G. et al. "Sedentary time in adults and the association with diabetes, cardiovascular disease and death: systematic review and meta-analysis." Diabetologia, 2012;55(11):2895-905. University of Leicester.