Membros do Congresso dos EUA pedem proteção a cristã convertida à força ao Islã
- 08/09/2026

Parlamentares do Congresso dos Estados Unidos pediram a proteção de uma jovem cristã que foi sequestrada e convertida à força ao Islã, no Paquistão.
Segundo o Morning Star News, Neha Faqir, de 18 anos, desapareceu no dia 24 de março após deixar sua casa em Kot Radha Kishan, na província de Punjab, para frequentar um curso em um centro de costura.
A jovem não voltou para casa e seus pais fizeram um boletim de ocorrência sobre seu desaparecimento na polícia. No documento, a família denunciou os diretores do centro de costura – o líder islâmico Muhammad Sajid e suas duas esposas – como suspeitos.
A família relatou que sofreu intimidação e pressão para retirar a denúncia e que a polícia não agiu com urgência na investigação do desaparecimento de Faqir.
Logo depois, a Christian Solidarity International (CSI), uma organização que defende a liberdade religiosa, passou a apoiar juridicamente os pais no caso.
Um advogado da instituição descobriu que Faqir estava em um seminário islâmico em Lahore, onde supostamente havia se convertido ao islamismo poucos dias após seu desaparecimento.
A família da jovem contestou a validade da conversão e afirmou que a filha nunca mostrou intenção de mudar de religião.
Família proibida de falar com a jovem
O advogado entrou com um pedido de habeas corpus no Tribunal Superior de Lahore e os juízes ordenaram que Faqir comparecesse novamente ao tribunal para uma audiência em 9 de junho.
A família viu Faqir no tribunal pela primeira vez após seu desaparecimento. Ela estava vestida com uma burca e estava acompanhada por uma mulher muçulmana e vários representantes islâmicos.
A mãe e a irmã tentaram falar com a jovem, mas não foram autorizadas. Segundo o CSI, o tribunal também não permitiu que a família falasse com ela dentro da sala de audiências. Por fim, os juízes rejeitaram o pedido da família de levar a filha para casa.
Carta ao Ministro da Justiça do Paquistão
Em 20 de agosto, 11 membros do Congresso americano enviaram uma carta ao ministro da Justiça do Paquistão, Azam Nazeer Tarar, expressando preocupação com a situação de Neha Faqir.
No documento, os parlamentares disseram que as circunstâncias do caso "levantam sérias questões sobre a causa de seu desaparecimento e se ela conseguiu comunicar seus desejos de forma independente”.
"Estamos particularmente preocupados com relatos de que sua família não foi autorizada a falar com ela antes ou durante esses procedimentos", escreveram.
Os legisladores apelaram ao ministro da Justiça que tome medidas para garantir a segurança física e o bem-estar de Faqir. Eles pediram que a jovem tenha acesso confidencial a um advogado independente e que possa se comunicar em particular com sua família para que ela expresse seus desejos "livremente e sem intimidação ou influência indevida”.
Os membros do Congresso que assinaram a carta foram: Chris Smith, James P. McGovern, French Hill, Gus Bilirakis, Andy Harris, Maria Elvira Salazar, Riley Moore, Randy Weber, Michael Cloud, Brad Sherman e Blake Moore.
Neha Faqir é a terceira de quatro filhos de um casal cristão que trabalha em um forno de tijolos.
Seus pais a matricularam em um centro de costura administrado por uma família muçulmana cerca de dois meses antes de seu desaparecimento. Eles queriam que a filha aprendesse uma profissão e tivesse independência financeira.
O caso de Faqir é apenas um entre vários casos de jovens e meninas cristãs sequestradas, convertidas à força ao Islã e forçadas a casar com muçulmanos no Paquistão.
O relatório "Meninas Roubadas", apresentado pela organização de defesa “Jubilee Campaign” no Parlamento Europeu em julho, registrou 210 casos envolvendo sequestro, conversão religiosa forçada, casamento infantil e violência sexual contra meninas cristãs e outras minorias, entre 2019 e 2025.
O Paquistão ocupa o 8° lugar da Lista Mundial da Perseguição 2026 da Missão Portas Abertas.
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