'Descer pra BC?': Balneário Camboriú é a cidade mais cara do Brasil para comprar um imóvel
06/01/2026
(Foto: Reprodução) Praia Central de Balneário Camboriú
Arquivo PMBC/Divulgação
Balneário Camboriú (SC) é, em média, o município mais caro do Brasil para a compra de um imóvel residencial, segundo dados do Índice FipeZAP 2025 divulgados nesta terça-feira (6).
🔎 O indicador acompanha o preço médio de imóveis em 56 cidades brasileiras, com base em anúncios publicados na internet.
O município catarinense — que já foi chamado de “Dubai brasileira” e inspirou o hit “Descer pra BC” — é conhecido pelos prédios altos e pela megaobra de alargamento da faixa de areia, que gerou debate entre especialistas sobre impactos ambientais.
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Segundo o levantamento, o metro quadrado em Balneário Camboriú teve preço médio de venda de R$ 14.906 em dezembro de 2025. Com esse valor, um imóvel de 50 m², por exemplo, custaria cerca de R$ 745,3 mil.
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A segunda cidade mais cara também fica em Santa Catarina, mostra a pesquisa. No município litorâneo de Itapema, o valor médio é de R$ 14.843/m².
Veja as dez cidades com preço médio mais caro no Brasil, segundo o FipeZAP:
Balneário Camboriú (SC): R$ 14.906
Itapema (SC): R$ 14.843
Vitória (ES): R$ 14.108
Itajaí (SC): R$ 12.848
Florianópolis (SC): R$ 12.773
São Paulo (SP): R$ 11.900
Barueri (SP): R$ 11.696
Curitiba (PR): R$ 11.686
Rio de Janeiro (RJ): R$ 10.830
Belo Horizonte (MG): R$ 10.642
Alta nas capitais
Entre as capitais, Salvador registrou o maior aumento no preço médio de imóveis residenciais em 2025, ao registrar valorização de 16,25% ao longo do ano, segundo o Índice FipeZAP.
João Pessoa (PB) aparece logo atrás, com alta de 15,15%. Na sequência estão Vitória (15,13%), São Luís (13,91%) e Fortaleza (12,61%).
Na outra ponta, os menores avanços ocorreram em Brasília (4,05%), Goiânia (2,55%) e Aracaju (2,23%). Na prática, essas cidades registraram queda real, já que os reajustes ficaram abaixo da inflação estimada em 4,18% para o período. (veja a lista completa no final desta reportagem)
Veja a variação das capitais:
Avanço nos preços dos imóveis residenciais em 2025, segundo o FipeZAP.
Arte/g1
Dados nacionais
Comprar um imóvel residencial ficou, em média, 6,52% mais caro em 2025, segundo o levantamento. O resultado representa a segunda maior alta anual dos últimos 11 anos, ficando atrás apenas de 2024, quando os valores avançaram 7,73%.
O aumento superou a inflação ao consumidor em 2025, estimada em 4,18% pelo FipeZAP com base no IPCA acumulado até novembro e no IPCA-15 de dezembro. Os cálculos apontam uma alta real (descontada a inflação) de 2,24% nos imóveis.
Paula Reis, economista do Grupo OLX, explica que o aumento está relacionado ao desempenho da economia brasileira, que deve fechar 2025 com bons resultados, especialmente no mercado de trabalho.
"O efeito da alta dos juros [atualmente em 15% ao ano] foi parcialmente compensado pelo aumento da renda em geral. O financiamento imobiliário ficou mais caro, mas continuou cabendo no orçamento de parte das famílias", diz.
A taxa de desemprego no Brasil foi de 5,2% no trimestre terminado em novembro, mostrou a última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua. Essa é a menor taxa de desocupação da série histórica, iniciada em 2012.
Já o Produto Interno Bruto (PIB) — que terá o resultado oficial de 2025 divulgado em março — superou as projeções do mercado. No início do ano, a previsão era de uma alta na casa dos 2,04%. Agora, espera-se um crescimento em torno de 2,3%.
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Preço de venda
O preço médio de venda de imóveis residenciais, calculado para as 56 cidades, foi de R$ 9.611/m², segundo dados de dezembro. Considerando essa base, um apartamento de 50 metros quadrados custou, em média, R$ 480,5 mil.
Os imóveis de um dormitório registraram preço médio de venda superior aos de dois dormitórios. Eles foram negociados a R$ 11.669/m², contra R$ 8.622/m².
Quando consideradas as 22 capitais brasileiras medidas pelo índice, Vitória (ES) lidera: R$ 14.108/m². Em seguida, estão Florianópolis (R$ 12.773/m²) e São Paulo (R$ 11.900/m²).
A cidade com o metro quadrado mais barato é Pelotas (RS), custando R$ 4.353, em média. Com isso, um imóvel de 50m² custaria em torno de R$ 217,6 mil.
Veja o preço médio de venda nas capitais (m²), em dados de dezembro.
Vitória: R$ 14.108
Florianópolis: R$ 12.773
São Paulo: R$ 11.900
Curitiba: R$ 11.686
Rio de Janeiro: R$ 10.830
Belo Horizonte: R$ 10.642
Maceió: R$ 9.836
Brasília: R$ 9.754
Fortaleza: R$ 8.963
São Luís: R$ 8.617
Recife: R$ 8.446
Belém: R$ 8.341
Goiânia: R$ 8.139
Salvador: R$ 7.972
João Pessoa: R$ 7.970
Porto Alegre: R$ 7.505
Manaus: R$ 7.189
Cuiabá: R$ 6.801
Campo Grande: R$ 6.330
Natal: R$ 6.146
Teresina: R$ 5.789
Aracaju: R$ 5.282
Preço médio entre as 56 cidades monitoradas: R$ 9.611